Casamento: o desafio de servir
Quando o assunto é casamento muito é falado sobre o vestido da noiva, os padrinhos a serem escolhidos, a viagem de lua de mel, os presentes de casamento… enfim, existe uma romantização daquilo que ocorre nos entornos do casamento, no entanto, a pauta principal do matrimônio quase sempre passa despercebida, que é o desafio de servir.
Os padrões e modelos de casamento vão mudando com o tempo. Novos arranjos familiares vão se refazendo, e diante dessas mudanças tem se tornado perceptível o quanto as relações conjugais têm se tornado cada vez mais frágeis e descartáveis. Ao menor sofrimento e frustração as pessoas têm abandonado casamentos, famílias, sonhos. Tudo isso porque muitas vezes, essas pessoas não estão dispostas a passarem pelo processo da reconciliação. Processo este que envolve autorresponsabilidade, renúncias, entrega, respeito, confiança, e principalmente, o comprometimento em servir. Ah, as pessoas têm bastante dificuldade em servir. Na maioria das vezes, entram nos relacionamentos como crianças mimadas, querendo ser servidas o tempo todo. Não conseguem lidar com nãos e frustrações, o que torna ainda mais difícil o processo de cura.


O casamento vai muito além de assinar contrato. Não se resume morar juntos e dividir contas. O matrimônio saudável requer comprometimento com as necessidades do outro. Torna-se necessário saber a linguagem do amor da pessoa que se divide uma vida. Não adianta querer oferecer carne, todos os dias, para uma pessoa que é vegetariana. Não vai funcionar. O diálogo é um dos principais temperos da relação. Essa sintonia da comunicação precisa acontecer o tempo todo, caso contrário, a chama se apaga.
Ao entrar em um relacionamento é preciso compreender que as necessidades e desejos do outro são tão importantes quanto as minhas questões. Na união do casal já não existe mais apenas o EU, é preciso inserir o NÓS. Quando esse movimento ocorre, as curas relacionais acontecem. A relação se torna leve, prazerosa, intensa. A chama da paixão reacende novamente. Mas para isso é preciso suportar os processos e fases da relação. Não dá para querer desistir e se divorciar em qualquer “briguinha” que aparece no meio do caminho. Relacionamentos são feitos de pessoas, e pessoas são diferentes e cheias de problemas. A vida real não pode ser comparada aos contos de fadas, até porque fadas não existem. O que realmente há é um dia de cada vez, no qual cabe a cada um se comprometer em fazer cada dia, cada momento, cada instante valer superapena!





Casamento requer flexibilidade entre as parte.